segunda-feira, 21 de maio de 2001

Às vezes eu penso que sei tudo e não sei nada

 Às vezes eu penso que sei tudo e não sei nada.

Foi assim que começou a nossa história. Por mais que se viva, sempre há o que aprender com as pessoas.

Eu, nos meus 20 anos, me sinto como uma velha. Uma velha que sabe muitas coisas. Mas....que nada. Sou apenas uma menina de 20 anos. Uma menina que guarda as lições da vida bem no coração.

De certa forma, eu me machuco muito. Comparo meu coração com aqueles meninos bem travessos, que vivem se metendo em estripolias e seus joelhos já ganharam uma coloração natural de mertiolate. O meu coração é assim: verlho não por causa do sangue nas veias, mas do mertiolate...na alma.

Sorrio. Nem sei de quê. A dor agora parece fazer cócegas. Acho que não tenho mais o que fazer a não ser rir. Rir! Porque se me fixo na dor, parece que enlouqueço. Volto à infância e vejo duendes e pulo nas costas do meu pai. Ah, tempos felizes!

Não que agora não sejam, entenda. São sim e muito! Mas fazem parte essas lágrimas e delas eu não gosto muito...Alguns conseguem ver certa beleza, certo brilho nelas. Hum, certamente eu não. Aceito-as mas não de muito bom grado. Arre.

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